A Zoom Video Communications vai permitir que clientes pagos decidam por quais países suas reuniões virtuais podem ser roteadas. A decisão tem o objetivo de acalmar usuários preocupados com a possibilidade de exposição a espiões chineses.

A capacidade de selecionar locais preferenciais para o data center estará disponível a partir de 18 de abril, disse Brendan Ittelson, diretor de tecnologia da Zoom, em publicação em um blog. Usuários pagos também podem optar por excluir determinados locais. Contas gratuitas estarão limitadas a data centers em sua região, o que significa um centro de dados nos EUA para muitos usuários.

Por que isso? A Zoom aumentou o número de contas de 10 milhões de usuários corporativos por dia para mais de 200 milhões de pessoas, incluindo muitos consumidores. A nova demanda expôs falhas de segurança das configurações de privacidade padrão do aplicativo, o que envolveu a empresa em polêmicas e levou o CEO Eric Yuan a se concentrar em questões de segurança.

Pesquisadores da Universidade de Toronto descobriram que algumas chamadas da Zoom foram roteadas através de data centers na China, apesar de nenhum dos usuários estar no país, o que despertou a preocupação de que os dados possam ser acessados pelo governo chinês. A empresa disse que iria parar de rotear as chamadas através da China, a menos que um dos participantes estivesse no país.

A Zoom possui 19 data centers, compartilhados com outras empresas, e usa serviços de computação em nuvem da Amazon.com e Oracle.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).