O Google, empresa controlada pela Alphabet, e o YouTube, seu serviço de vídeo, pagarão US$ 170 milhões em multas para encerrar as acusações de que infringiram lei federal dos Estados Unidos ao coletar informações pessoais sobre crianças, informou a FTC (sigla em inglês para Comissão Federal de Comércio) nesta quarta-feira (4).

O que aconteceu? O acordo, que foi feito pela FTC e a promotoria geral de Nova York, que receberá U$ 34 milhões, é o maior desde que uma lei que proíbe a coleta de informações sobre crianças menores de 13 anos entrou em vigor em 1998. Essa mesma lei passou por uma revisão em 2013 para incluir cookies, usados para rastrear os hábitos de visualização de uma pessoa na internet.

Além da multa, o acordo proposto exige que a empresa se abstenha de violar a lei no futuro e notifique os proprietários do canal sobre suas obrigações de obter o consentimento dos pais antes de coletar informações sobre os filhos.

Qual é a acusação contra o serviço de vídeos? O YouTube foi acusado de monitorar os espectadores de canais infantis usando cookies, sem o consentimento dos pais, para vender milhões de dólares em anúncios direcionados a esses espectadores. O Google se recusou a comentar quando este acordo vazou na semana passada.

Qual foi a argumentação dos acusadores? Na denúncia, o governo disse que o YouTube se aproveitou de sua popularidade entre as crianças com empresas como Mattel e Hasbro. Ele disse à Mattel que “o YouTube é hoje o líder em alcançar crianças entre 6 e 11 anos contra os principais canais de TV”, segundo a denúncia.

“O YouTube se aproveitou de sua popularidade entre as crianças a potenciais clientes corporativos”, afirmou Joe Simons, presidente da FTC. “No entanto, quando se tratava de cumprir (a lei federal que proíbe a coleta de dados sobre crianças), a empresa se recusou a reconhecer que partes de sua plataforma eram claramente direcionadas para crianças”.

(Com Reuters)

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu WhatsApp? É só entrar no grupo pelo link: https://6minutos.uol.com.br/whatsapp.