Por Elizabeth Culliford e Eva Mathews

(Reuters) – O YouTube, da Alphabet Inc, disse nesta terça-feira que bane contas que acredita serem de propriedade e operadas pelo Taliban, em meio aos esforços de empresas norte-americanas de mídia social para esclarecer publicamente suas regras sobre o grupo que está no controle do Afeganistão.

Depois que as forças lideradas pelos Estados Unidos retiraram a maior parte de suas tropas restantes do país no mês passado, a campanha do Taliban se acelerou conforme as defesas militares afegãs recuavam. Insurgentes do Taliban ocuparam a capital Cabul no domingo.

Seu retorno despertou temores de uma repressão à liberdade de expressão e aos direitos humanos, especialmente os direitos das mulheres, e preocupações de que o país possa se tornar novamente um espaço para o terrorismo mundial.

Separadamente, o Financial Times informou que o serviço de mensagens WhatsApp, do Facebook, encerrou uma linha de ajuda para reclamações criada pelo Taliban depois que assumiu o controle de Cabul.

Um porta-voz do WhatsApp não quis comentar, mas disse que o serviço foi obrigado a banir contas que pareçam representar contas oficiais do Taliban, como parte das leis norte-americanas.

O número de reclamações, que era uma linha direta de emergência para civis denunciarem violência, saques ou outros problemas, foi bloqueado pelo Facebook nesta terça-feira, juntamente com outros canais oficiais do Taliban, disse o relatório.

O Facebook disse na segunda-feira que designa o Taliban como um grupo terrorista e o proíbe, bem como conteúdos de apoio ao grupo, em suas plataformas.

O YouTube, questionado sobre se baniu o Taliban na segunda-feira, não quis comentar.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).