LONDRES (Reuters) – O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, sofreu uma derrota constrangedora com a derrota de seu Partido Conservador em uma eleição especial parlamentar nos arredores de Londres, poucos quilômetros distante de seu próprio assento parlamentar.

Desde sua criação, em 1974, o partido vencia com tranquilidade nas zonas eleitorais arborizadas e afluentes de Chesham e Amersham, capturando mais de 50% dos votos em cada ocasião.

Em uma reviravolta surpreendente, o candidato dos Liberal Democratas, um político de centro e pró-União Europeia, obteve a maioria dos 8.028 votos e derrotou o concorrente conservador, segundo os resultados anunciados na manhã desta sexta-feira.

Indagado sobre a guinada brusca, o ministro do Interior, Kit Malthouse, respondeu: “É dura e decepcionante.”

No mês passado, o Partido Conservador triunfou em Hartlepool, um bastião do Partido Trabalhista britânico situado no nordeste da Inglaterra, o que Johnson atribuiu em parte à concretização do Brexit.

Mas há quem diga que a abordagem que está atraindo eleitores trabalhistas tradicionais do norte inglês também aliena parte da base de Johnson nos bastiões dos próprios conservadores.

“(Os eleitores) são tidos como coisa certa, eles sentem que o Partido Conservador não os está ouvindo. Muitos deles estão muito contentes com Boris Johnson”, disse o líder Liberal Democrata, Ed Davey.

“Todos estão falando sobre o muro vermelho do norte, e deveriam estar pensando no muro azul do sul”, disse ele, referindo-se às cores associadas aos partidos.

(Por Alistair Smout e Michael Holden)

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