Por Elizabeth Howcroft

LONDRES (Reuters) – Os primeiros a adotar os universos virtuais conhecidos como metaverso criticaram a reformulação da marca do Facebook como uma tentativa de capitalizar o burburinho crescente sobre um conceito que ele não criou.

“Eles estão essencialmente tentando criar o que muitos de nós construímos há anos, e reformulá-lo como seu”, disse Ryan Kappel, um americano que por mais de dois anos organizou encontros em diferentes metaversos.

“Acho que o Facebook fez essa mudança de nome para garantir registro legal da nova marca o mais rápido possível, à medida que mais companhias se interessam”, disse um investidor de criptografia do Reino Unido conhecido como Pranksy.

Artur Sychov, que fundou o metaverso Somnium Space em 2017, disse que o anúncio do presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, sobre a reformulação da marca tentou “inserir a narrativa de que o metaverso que está acontecendo agora”.

Dave Carr, líder de comunicações da organização que administra o mundo virtual Decentraland, disse que a mudança do Facebook pode encontrar resistência de usuários do metaverso que desconfiam de seu controle sobre o conteúdo.

Muitas plataformas metaversas são baseadas na tecnologia blockchain, que torna um controle central impossível. Nesses mundos virtuais, as pessoas usam criptomoedas para comprar terras e outros objetos digitais na forma de tokens não fungíveis (NFTs).

Mas a reação dos primeiros adeptos do metaverso não foi totalmente negativa. Alguns disseram que a entrada do Facebook pode aumentar o interesse no conceito em geral, atrair mais usuários e apoiar o desenvolvimento de vários mundos virtuais.

Tristan Littlefield, cofundador da nft42 e usuário do metaverso desde 2018, disse que sua primeira reação ao anúncio do Facebook foi negativa, mas “ter um gigante como o Facebook entrando e despejando bilhões de dólares … pode ser positivo” por causa das novas pessoas que isso traria para o espaço.

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