A inteligência artificial será mais transformadora para a humanidade do que o fogo ou a eletricidade. Quem afirma isso é o diretor-presidente do Google, Sundar Pichai, em entrevista nesta quarta-feira (22) durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

“A inteligência artificial é uma das coisas mais profundas em que estamos trabalhando como humanidade”, disse Pichai, que comanda o Google desde 2015, e assumiu o controle da Alphabet após os fundadores Larry Page e Sergey Brin terem deixado o dia a dia da empresa no mês passado.

“A inteligência artificial não é diferente do clima”, disse Pichai. “Você não pode obter segurança com um país ou um conjunto de países trabalhando nela. Você precisa de uma estrutura global.”

As estruturas atuais para regular a tecnologia nos EUA e na Europa são um “grande começo”, e os países terão que trabalhar juntos em acordos internacionais, semelhantes ao Acordo Climático de Paris, para garantir que a tecnologia seja desenvolvida com responsabilidade, afirmou Pichai.

O executivo pediu aos reguladores que coordenassem abordagens para inteligência artificial. A União Europeia deve divulgar novas regras para os desenvolvedores de inteligência artificial em “setores de alto risco”, como assistência médica e transporte, de acordo com projeto preliminar obtido pela agência Bloomberg.

Tecnologias como reconhecimento facial podem ser usadas para o bem, como encontrar pessoas desaparecidas, ou ter “consequências negativas”, como vigilância da população, disse o executivo.

(Com Bloomberg)

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