O Brasil inteiro está de olho em tudo que está relacionado ao coronavírus. Mais que nunca as pessoas estão online, seja para trabalhar, se conectar com os amigos ou buscar informações sobre a pandemia. Essa é a combinação perfeita para a explosão de novos golpes virtuais.

O aumento é exponencial. Em março, 8,8 milhões de ocorrências foram contabilizadas – avanço de 8.740,71% ante fevereiro. O dado é da PSafe, uma das principais provedoras de antivírus do país.

Só neste começo de abril, 1,1 milhão de golpes foram detectados. A maior parte deles (90%) chega pelo  WhatsApp.

Qual o intuito dos golpistas? Roubar dados pessoais e lucrar a partir da visualização de propagandas falsas em páginas não oficiais.

Quais são os assuntos usados para se aproximar das vítimas?

Por onde os golpes acontecem?

Onde os golpes são mais comuns?

  • São Paulo 26%
  • Rio 16%
  • Minas Gerais 9%
  • Bahia 6%
  • Ceará 6%

Cuidado com os aplicativos! O dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, identificou entre março e abril 250 aplicativos falsos com a temática coronavírus. Eles oferecem o monitoramento em tempo real do total de infectados mundialmente. Mas na verdade, travam a tela do celular e chantageiam o usuário em busca de pagamento para o desbloqueio.

Como esses golpes acontecem? Segundo relatório da PSafe, no Facebook, têm sido detectados chat bot, ou janelas de conversas automáticas, que fingem serem atendentes do governo federal e conversam com o usuário solicitando informações, como o Estado em que ele vive.

O próximo passo é redirecionar a vítima para uma página que irá capturar dados pessoais. Os robôs normalmente pedem o compartilhamento da página maliciosa com amigos da vítima, favorecendo o envio de sites com publicidades falsas.

Outro exemplo são os apps falsos que têm excesso de propaganda e abrem brecha para ataques bastante danosos, como roubo de dados de cartão de crédito, registro indevido do número de celular em serviços pagos de sms e até mesmo a invasão  do celular da pessoa, deixando-a vulnerável ao vazamento de fotos e conversas”.

Como me proteger? As sugestões de Emílio Simoni, diretor do dfndr lab, são:

  • Instale um app de proteção no celular, como Avast, AVG, McAfee, Norton
  • Antes de baixar qualquer app, cheque qual é o provedor e o desenvolvedor – a informação está disponível na loja de aplicativos.
  • Visite o site do app e do provedor a fim de checar informações e ver se elas procedem.

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