Por Sarah N. Lynch

WASHINGTON (Reuters) – Democratas e republicanos do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos se dividiram a respeito da nomeação do defensor do controle de armas David Chipman, o escolhido do presidente Joe Biden para o comando da Agência de Álcool, Tabaco, Armas de fogo e Explosivos do Departamento de Justiça (ATF).

Na véspera da votação empatada, republicanos se opuseram explicitamente à nomeação de Chipman, citando seu histórico de defesa de regulamentos de armas mais rigorosos.

“O senhor Chipman quer proibir as armas de assalto”, disse o republicano Charles Grassley, nesta quinta-feira. “Esta nomeação é como um republicano colocar a NRA a cargo da ATF”, disse ele, referindo-se à entidade pró-armas Associação Nacional do Rifle.

O Senado está dividido igualmente entre republicanos e democratas, e o empate exigirá que os senadores democratas superem algumas barreiras processuais para levar adiante a nomeação de Chipman, mas não se trata de um obstáculo insuperável.

O trabalho do diretor da ATF tem uma carga política tão grande que o Senado só confirmou um indicado nos últimos 15 anos. O restante dos líderes da agência atua de maneira interina, o que torna mais difícil imprimirem sua marca em políticas duradouras e relevantes.

“Esta nomeação é um teste. Será que conseguimos colocar alguém a cargo da ATF?”, disse o presidente do Comitê Judiciário do Senado, Dick Durbin, nesta quinta-feira.

Já a senadora Dianne Feinstein classificou Chipman como “o líder que a ATF precisa”, citando preocupações com uma onda crescente de violência armada no país.

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