O Facebook pode enfrentar questões sobre as consequências das controvérsias eleitorais nos Estados Unidos quando divulgar seus resultados nesta quarta-feira (27), mas o principal para investidores é uma questão menos política: a forte aposta da empresa no e-commerce para impulsionar as vendas de anúncios.

A maior empresa de mídia social do mundo está prestes a colher os frutos dessa jogada, dizem os analistas, impulsionada por um retorno nas taxas de crescimento de anúncios aos níveis pré-Covid e um impulso nas compras de fim de ano com seus novos recursos de “social commerce”.

Wall Street espera que a empresa registre alta de até 25% nas vendas no quarto trimestre, para 26,4 bilhões de dólares, de acordo com dados IBES da Refinitiv.

Investidores estarão atentos a sinais de desempenho de novos recursos de compras, incluindo ferramentas como o Facebook Pay, que permitem compras dentro do aplicativo nas divisões Instagram e WhatsApp, bem como no aplicativo homônimo da empresa.

“Este investimento em e-commerce parece ter começado a dar frutos, já que as empresas off-line estão procurando mais atividades online”, escreveram os analistas do BofA Global Research.

Investidores também buscarão guidance sobre os planos da empresa de integrar mensagens em seu conjunto de aplicativos e introduzir compras no Reels, um produto de vídeos curtos dentro do Instagram que pretende competir com o TikTok, disseram.

Ainda assim, o Facebook provavelmente enfrentará questões sobre as queixas antitruste dos EUA, mudanças de privacidade na última atualização do iOS da Apple e o papel do grupo nos protestos recentes do Capitólio, bem como o impacto comercial de sua decisão de suspender o ex-presidente dos EUA Donald Trump.

O Facebook será a primeira empresa de tecnologia apoiada em anúncios a divulgar seus resultados nesta temporada. O Google, da Alphabet, o Twitter, o Snap e o Pinterest apresentarão seus dados nas próximas semanas.

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