Por Karen Freifeld

(Reuters) – Um grupo da indústria de tecnologia pediu nesta segunda-feira uma revisão da política de controle de exportação do governo Trump e pediu para a nova secretária de Comércio dos EUA que trabalhe com aliados ao restringir as vendas de tecnologia dos EUA para a China para segurança nacional.

O grupo SEMI, que representa fabricantes de equipamentos de semicondutores, entre outros globalmente, disse que as regras unilaterais do governo anterior tornaram qualquer benefício potencial menos eficaz ao longo do tempo, prejudicou desnecessariamente a indústria norte-americana e deixou os exportadores norte-americanos vulneráveis a retaliação.

Em uma carta a Gina Raimondo, secretária designada do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, o presidente da SEMI, Ajit Manocha, disse que os Estados Unidos deveriam coordenar com aliados cujas empresas competem no mercado global.

“Controles multilaterais – onde itens de preocupação são controlados por todas as principais nações produtoras – criam um campo de jogo nivelado, maximizam a eficácia e minimizam os danos à segurança nacional e à competitividade econômica dos EUA”, disse Manocha na carta, que a Reuters obteve uma cópia.

Cada vez mais, observou Manocha, os concorrentes estrangeiros estão comercializando produtos como “livres dos controles de exportação dos EUA”.

A carta critica a administração Trump por implementar regras com pouca contribuição pública e nenhuma política abrangente e clara, e disse que o “processo altamente incomum” resultou em consequências indesejadas.

Ele instou a secretária de Comércio designada a corrigir rapidamente uma regra de agosto que expandiu a autoridade dos EUA sobre as vendas de empresas estrangeiras para a Huawei da China, o que afetou, sem querer, alguns equipamentos de teste e de produção de semicondutores feitos no exterior.

Ele também pediu ao governo Biden que reduza imediatamente o acúmulo de pedidos de licença, dizendo que atrasos são negativas de fato.

A carta destacou os regulamentos de 2020 que restringiram as vendas para mais de 100 entidades que os Estados Unidos vincularam aos militares chineses sem participação da indústria. O grupo de tecnologia sugeriu que os Estados Unidos trabalhem com nações como Holanda, Alemanha, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul para desenvolver objetivos comuns para restringir a tecnologia de semicondutores à China.

A carta foi copiada para o novo secretário de Defesa, o assessor de Segurança Nacional e os secretários designados dos departamentos de Estado, Energia e Tesouro.

((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447764))

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