(Reuters) – A fintech norte-americana e israelense Pagaya concordou nesta quarta-feira em abrir capital por meio de uma fusão com a empresa de propósito específico EJF Acquisition Corp em um acordo com valor empresarial de 8,5 bilhões de dólares. O acordo resultará em receitas brutas de 288 milhões de dólares do dinheiro mantido na confiança da firma de cheque em branco e investimento privado em ações públicas (Pipe) de 200 milhões de dólares de entidades afiliadas à EJF Acquisition. Fundada em 2016, a Pagaya administra ativos de bancos, seguradoras, fundos de pensões, gestores de ativos e fundos soberanos usando inteligência artificial (IA). A fintech, liderada pelo cofundador e ex-executivo do UBS Gal Krubiner, obtém a maior parte de sua receita a partir de taxas geradas por investidores institucionais que fazem compras de produtos habilitados por sua rede de IA. No ano passado, a empresa levantou 102 milhões de dólares em uma rodada de financiamento privado liderada pelo fundo soberano de Cingapura, GIC. Estavam entre outros investidores na rodada a Aflac Global Ventures da seguradora Aflac Inc, Poalim Capital Markets do Bank Hapoalim, Viola e Harvey Golub — o ex-presidente-executivo da American Express. A expectativa é de que os atuais investidores da Pagaya retenham cerca de 94% das ações da empresa.

As “Spacs” são veículos de investimento listados publicamente, sem operações comerciais. Eles são criados com o objetivo de se fundir com uma empresa privada posteriormente, para torná-la pública, evitando um IPO tradicional. A fusão foi aprovada por unanimidade pelo conselho de ambas as empresas e deve ser concluída no início do próximo ano. O UBS Investment Bank e o Barclays atuaram como consultores financeiros e de mercados de capitais para a EJF Acquisition, enquanto a J.P. Morgan Securities assessorou exclusivamente a Pagaya no acordo.

(Por Noor Zainab Hussain, Sohini Podder e Aakriti Bhalla em Bengaluru)

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