Por Jessie Pang e Sara Cheng

HONG KONG (Reuters) – A polícia de Hong Kong acusou o editor-chefe e o executivo-chefe do tabloide pró-democracia Apple Daily nesta sexta-feira de conluio com país estrangeiro, um caso de segurança nacional que causa temor na mídia da cidade.

Na quinta-feira, 500 policiais fizeram uma busca no veículo de notícias, e agentes foram vistos sentados diante de computadores na redação após a prisão de cinco executivos do Apple Daily ao amanhecer devido à suspeita de que dezenas de artigos violaram a nova lei de segurança de Hong Kong.

A polícia disse que acusou cinco deles nesta sexta-feira. Dois deles foram identificados pelo Apple Daily como o editor-chefe, Ryan Law, e o executivo-chefe, Cheung Kim-hung. Os outros três, o chefe de operações, Chow Tat-kuen, o vice-diretor-chefe, Chan Puiman, e o editor executivo, Cheung Chi-wai, continuam sob investigação.

A polícia ainda disse que processará três empresas relacionadas ao Apple Daily pelo mesmo crime depois de congelar o equivalente a 2,32 milhões de dólares em suas contas.

As prisões provocam mais alarme em relação à liberdade de imprensa em Hong Kong, e são criticadas por governos ocidentais, grupos internacionais de direitos humanos e associações de imprensa.

O principal porta-voz de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Rupert Colville, disse à Reuters nesta sexta-feira que a operação “envia uma nova mensagem arrepiante sobre a liberdade de imprensa”.

Muitos apoiadores da democracia compraram cópias do Apple Daily nesta sexta-feira para protestar contra a operação.

(Por Jessie Pang, Sara Cheng, Sharon Abratique, Twinnie Siu, Joyce Zhou e Donny Kwok)

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