Um levantamento feito pelo aplicativo de cibersegurança dnfndr security revelou que oito em cada 10 brasileiros não confiam no WhatsApp para transações financeiras.

Os números constam de um estudo realizado pela PSafe, desenvolvedora do app, que consultou 8.606 pessoas entre os dias 6 e 14 de novembro, às vésperas de mais uma Black Friday, e adotou como base de pesquisa os 131,1 milhões de usuários do sistema operacional Android no país.

Em relação ao Pix, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, 33% têm medo de usar a modalidade e 66% disseram não confiar totalmente na ferramenta. Ainda segundo a pesquisa, 55% não têm cadastro com CPF no Pix.

Resultados indicam resistência com meios eletrônicos

Quase 40% dos usuários consultados preferem os boletos a outros meios de pagamento, como o Pix e os cartões de crédito e débito. Colocar dados pessoais e bancários em sites de compra é motivo de insegurança para 80% deles.

Apesar disso, os cartões de crédito, que permitem o parcelamento dos valores e o adiamento do pagamento até o dia do vencimento da fatura, têm aceitação de 37,2%. Já o cartão de débito e o Pix foram apontados como favoritos por 10,8% e 12,5% das pessoas, respectivamente.

Até outubro deste ano, a Psafe bloqueou mais de 1,1 milhão de tentativas de golpes relacionados à Black Friday. De acordo com projeção da companhia, mais de 150 milhões de pessoas já podem ter sido vítimas de phishing, fraude em que criminosos utilizam links enganosos ou falsidade ideológica para capturar dados confidenciais.

Os dados da pesquisa mostram que 36% dos participantes já sofreram golpes executados por perfis falsos de lojas e marcas e 59,5% deles não sabem reconhecer uma promoção enganosa. Daqueles que foram vítimas dos criminosos, apenas um quarto conseguiu reaver os prejuízos.

Para aumentar a segurança de quem vai fazer compras online nesta Black Friday, a PSafe dá algumas dicas:

  • Procure usar uma solução de segurança capaz de detectar links maliciosos em tempo real no WhatsApp, Facebook Messenger, SMS e navegador
  • Evite clicar em links de fontes desconhecidas, especialmente os que forem compartilhados via aplicativos de troca de mensagem e redes sociais;
  • Crie o hábito de duvidar das informações compartilhadas na internet, principalmente quando se tratar de supostas promoções, brindes, descontos ou até promessas de emprego;
  • Nunca informe dados sensíveis em links de procedência duvidosa;
  • Procure sempre confirmar a veracidade das informações nas páginas e sites oficiais das marcas.
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