A pandemia transferiu da escola para dentro das casas o ensino de crianças, adolescentes e adultos. O problema é que essa modalidade de ensino só funciona se os alunos contarem com a infraestrutura adequada, como computadores e acesso à internet.

A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) divulgada hoje pelo IBGE mostrou que em 2019, antes da pandemia começar, 4,3 milhões de estudantes não tinham acesso à internet. Desse total, 4,1 milhões (95,9%) eram da rede pública de ensino. Só 174 mil alunos do setor privado não tinham conexão.

“Isso está relacionado à renda. 26,1% dos estudantes não utilizaram a internet por considerar o serviço caro e 19,3% devido ao custo do equipamento eletrônico para navegar na rede. Essas diferenças são ainda maiores entre os estudantes da rede pública e da rede privada, revelando um traço de desigualdade que ficou ainda mais evidente na pandemia, quando o ensino presencial foi suspenso e as famílias tiveram que se adaptar às aulas remotas”, afirma a analista da pesquisa, Alessandra Scalioni Brito.

Quais as outras diferenças?

Acesso à internet

  • Alunos da rede pública: 83,7%
  • Alunos da rede particular: 98,4%

Posse do celular

  • Alunos da rede pública: 64,8%
  • Alunos da rede particular: 92,6%

Celular pessoal com acesso à internet

  • Alunos da rede pública: 97%
  • Alunos da rede particular: 99,1%

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