O bitcoin despencou para o menor nível em seis meses nesta sexta-feira (22) depois que o banco central da China lançou uma nova operação de fiscalização sobre operações com criptomoedas, alertando sobre riscos ligados a emissão ou negociação delas.

Às 11h44, a cotação do bitcoin, maior moeda digital do mundo, tinha queda de cerca de 9%, para US$ 6.946, perto do menor nível desde maio.

O que aconteceu? O banco central da China em Xangai afirmou que vai combater crescentes casos de ilegalidades envolvendo moedas digitais. A autoridade monetária também alertou investidores a não confundirem criptomoedas com tecnologia blockchain.

O anúncio foi feito um dia depois que reguladores em Shenzhen lançaram uma campanha similar e acontece em um momento em que o banco central chinês se prepara para lançar sua própria moeda digital.

Jamie Farquhar, gestor de portfólio na empresa britânica de criptomoedas NKB Group, afirmou que o comunicado do banco central chinês cristalizou a tese crescente de investidores de que o apoio da China à tecnologia blockchain provavelmente não vai incluir criptomoedas como o bitcoin.

“É a realização de que o otimismo sobre o anúncio de Xi sobre blockchain foi exagerado”, disse Farquhar.

Você pode me dar um pouco mais de contexto? O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou no mês passado que a segunda maior economia do mundo deve acelerar o desenvolvimento da tecnologia blockchain.

O bitcoin, que costuma passar por fortes oscilações de preço, disparou mais de 40% nos dois dias após os comentários de Xi, com investidores apostando que o apoio de Pequim à tecnologia blockchain e os planos do governo chinês para criar uma moeda nacional digital iriam acelerar o ingresso das criptomoedas no mercado de massa.

Mas desde o final de outubro, o bitcoin acumula desvalorização de quase 30%.

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