A Uber abriu os dados de segurança – e insegurança – referente a suas corridas nos Estados Unidos em 2017 e 2018. O balanço, que acaba de ser divulgado, traz números de assédios sexuais, assassinatos, estupros e acidentes fatais. A “boa” notícia, se é possível dizer assim, é que os casos são minoria. Eles representaram 0,0002% do 1,3 bilhão de corridas na Uber no ano passado.

Vamos aos números:

  • 3.045 agressões sexuais dentro das corridas em 2018
  • 9 assassinatos
  • 58 mortes em acidentes de carros em 2018; 49 em 2017
  • 533 crimes sexuais, como estupros

O que a Uber chama de assédio? Toques não consensuais de partes sexuais e da boca são os exemplos mais comuns citados no relatório.

Quem são as vítimas? Tanto passageiros quanto motoristas. No caso dos estupros, o balanço mostra que 92% eram passageiros, mas motoristas alegam que também sofrem esse tipo de violência, e na mesma proporção.

O que diz a empresa sobre os números? “São chocantes e difíceis de digerir”, disse Tony West, diretor jurídico da Uber em entrevista ao jornal The New York Times.“Eles nos mostram que a Uber é reflexo da sociedade”, completou.

Por que a Uber divulgou o balanço? A empresa quer se mostrar mais transparente e engajada para resolver os problemas de insegurança.  A Uber tem sofrido muita pressão sobre aspectos como assédio e agressão sexual e segurança dos passageiros. E chegou a ter a licença para operar em Londres suspensa porque um bug no aplicativo permitia que motoristas não autorizados trabalhassem normalmente, transportando passageiros.

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