Por Gustavo Palencia

TEGUCIGALPA (Reuters) – Franca favorita na eleição presidencial de Honduras, a candidata de esquerda Xiomara Castro ganhou destaque na política quando seu marido, o ex-presidente Manuel Zelaya, foi deposto por um golpe militar em 2009.

Deixando de lado o papel tradicional de esposa de presidente, ela liderou um grande movimento de protesto, moldando sua personalidade pública em discursos a milhares de apoiadores.

Embora o movimento não tenha alcançado o objetivo de reconduzir seu marido ao cargo, deu origem ao Partido Liberdade e Refundação (Libre), que agora coloca a Presidência ao seu alcance.

Favorita nas pesquisas de opinião, ela poderia encerrar um controle de dois partidos já antigo em Honduras, governada pelo Partido Nacional e o Partido Liberal há mais de 100 anos, e também seria a primeira mulher presidente do país.

Em 2013, Castro perdeu sua primeira disputa presidencial para o atual presidente, Juan Orlando Hernández, do Partido Nacional, com uma plataforma bem à esquerda daquela do candidato do Partido Liberal.

“Acredito firmemente que o socialismo democrático que proponho é a solução para tirar Honduras do abismo em que fomos enterrados pelo neoliberalismo, um narcoditador e a corrupção”, disse Castro em um discurso de campanha.

Hernández enfrenta acusações de envolvimento com o tráfico de drogas, que nega com frequência.

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