Por Michelle Nichols e Mary Milliken

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou nesta quarta-feira que não pode pedir aos líderes mundiais que mostrem que foram vacinados contra Covid-19, depois que autoridades de Nova York disseram que uma prova deve ser exigida para qualquer um que chegue à cidade para participar da Assembleia Geral da ONU.

Dezenas de chefes de Estado e de governo e ministros das Relações Exteriores –acompanhados por diversos ​​diplomatas– estarão em Nova York na próxima semana para um encontro anual de alto escalão nas Nações Unidas. Alguns líderes não irão e estão enviando declaração em vídeo por causa da pandemia do coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro, que ainda não foi vacinado contra a Covid, está entre os líderes que devem comparecer presencialmente ao encontro anual.

Autoridades da cidade de Nova York disseram à ONU que, segundo suas regras, as pessoas “que entram nas instalações da ONU com o propósito de entrar no Salão da Assembleia Geral serão obrigadas a apresentar prova de vacinação para poder entrar no Salão”.

Mas o secretário-geral Guterres disse à Reuters em uma entrevista: “Nós, como Secretariado, não podemos dizer a um chefe de Estado, se ele não estiver vacinado, que não pode entrar nas Nações Unidas”.

A sede da ONU em Manhattan é um território internacional e não está sujeita às leis dos EUA. No entanto, autoridades da ONU já se comprometeram a seguir as orientações locais e nacionais quando se tratasse da pandemia.

“Discutimos com o município as diferentes formas de garantir que tenhamos o máximo de pessoas vacinadas e a prefeitura de Nova York colocou uma capacidade de vacinação à nossa disposição. As pessoas que vierem poderão ser vacinadas”, disse Guterres.

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