Por Francois Murphy e Parisa Hafezi e John Irish

VIENA (Reuters) – Diplomatas da União Europeia, Irã e Rússia pareceram otimistas à medida que Irã e potências mundiais tiveram suas primeiras conversas em cinco meses nesta segunda-feira para tentar salvar seu acordo nuclear de 2015, apesar de o governo iraniano assumir uma posição dura em público que potências ocidentais disseram que não funcionaria.

Diplomatas dizem que o tempo está acabando para ressuscitar o pacto, que o então presidente norte-americano Donald Trump abandonou em 2018, irritando o Irã e desanimando Reino Unido, China, França, Alemanha e Rússia, as outras potências envolvidas.

Os delegados de UE, Irã e Rússia nas negociações ofereceram uma avaliação otimista depois que a nova rodada começou com uma reunião das partes remanescentes do acordo, sem os Estados Unidos –que o Irã se recusa a se encontrar cara a cara.

“Me sinto extremamente positivo sobre o que vi hoje”, disse Enrique Mora, autoridade da UE que presidiu as negociações, após a reunião, a sétima rodada de conversas a fim de reviver o acordo que fez com que o Irã limitasse seu programa de enriquecimento de urânio em troca de alívio das sanções econômicas dos EUA, UE e ONU.

A reunião em Viena encerrou um hiato prolongado provocado pela eleição em junho do linha-dura Ebrahim Raisi. Na prática, as conversas são negociações indiretas entre Teerã e Washington, com outras autoridades atuando como intermediárias entre os dois lados.

A equipe de negociação de Teerã faz exigências que diplomatas norte-americanos e europeus consideram fantasiosas, dizem diplomatas ocidentais.

O Irã adota uma posição inflexível, exigindo a suspensão de todas as sanções dos EUA e da União Europeia impostas desde 2017, inclusive aquelas sem relação com o programa nuclear do Irã, por meio de um processo verificável.

O principal negociador da República Islâmica também disse que os Estados Unidos e seus aliados ocidentais devem oferecer garantias ao Irã de que nenhuma nova sanção será imposta no futuro.

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