Por Angelo Amante

ROMA (Reuters) – O governo da Itália enfrentava uma pressão crescente nesta segunda-feira para dissolver o Forza Nuova, grupo neofascista envolvido em protestos violentos no final de semana contra uma iniciativa governamental para tornar o “Passe Verde” da Covid-19 obrigatório para todos os trabalhadores.

Desde sua criação, em 1997, o Forza Nuova foi acusado várias vezes de usar violência contra imigrantes e a polícia. Ao lado do grupo CasaPound, trata-se da principal organização neofascista ainda ativa na Itália.

Doze pessoas, incluindo o líder do Forza Nuova, Roberto Fiore, foram presas e 38 policiais ficaram feridos em confrontos na noite de sábado, quando milhares de manifestantes tomaram as ruas de Roma. Um grupo invadiu a sede da central sindical trabalhista CGIL.

A partir de 15 de outubro, os trabalhadores terão que mostrar o certificado “Passe Verde” digital ou de papel que comprova que receberam ao menos uma dose de vacina contra o coronavírus, tiveram um exame negativo ou se recuperaram recentemente do vírus.

A Itália é o primeiro país da Europa a tornar tal certificado obrigatório para acelerar as vacinações e conter as infecções de coronavírus.

Nesta segunda-feira, o Partido Democrático (PD) de centro-esquerda apresentou uma moção ao Parlamento pedindo que o governo do primeiro-ministro Mario Draghi dissolva o Forza Nuova e todos os movimentos políticos de inspiração neofascista.

Depois de se reunir com Draghi na sede da central sindical, o líder da CGIL, Maurizio Landini, disse que o governo promete debater a dissolução do Forza Nuova nos próximos dias, sem dar maiores detalhes.

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