Por Herbert Villarraga

CAP-HAITIEN, Haiti (Reuters) – A inquietação social atingiu a cidade haitiana Cap-Haitien, norte do país, quando manifestantes organizaram bloqueios nas estradas na quarta-feira em protesto contra o assassinato do presidente Jovenel Moise no começo deste mês, cujo corpo será sepultado no local na sexta-feira.

Chefes da polícia nacional a caminho de Cap-Haitien para ajudar a supervisionar o funeral de Moise foram recebidos com protestos de apoiadores do presidente, que consideram a polícia culpada pelo assassinato, em sua residência, em 7 de julho.

Autoridades do governo afirmam que Moise foi assassinado por uma equipe composta majoritariamente de mercenários colombianos, mas há muitas questões sem respostas, incluindo por que as forças de segurança do presidente não fizeram mais para protegê-lo.

Pelo menos uma pessoa morreu nas ruas de Cap-Haitien após os distúrbios, que aconteceram pouco antes de a viúva de Moise, Martine, comparecer ao primeiro evento público desde que retornou de Miami no fim de semana.

Vestida de preto, usando máscara no rosto e com o braço direito engessado em uma tipóia, Martine Moise sentou-se em silêncio atrás de um retrato do seu marido enquanto o padre louvava o estadista morto.

Martine, ferida no ataque ao seu marido, não falou, mas derramou lágrimas quando as comemorações terminarem ao som de uma mulher cantando “Ave Maria”.

(Por Herbert Villarraga em Cap-Haitien, Haiti; reportagem adicional de Dave Graham e Andre Paultre em Porto Príncipe)

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