Por Marcelo Rochabrun e Marco Aquino

LIMA (Reuters) – O presidente do Peru, Pedro Castillo, empossou Mirtha Vásquez, ex-líder de esquerda do Congresso, como primeira-ministra na quarta-feira no lugar de um antecessor que renunciou depois de dois meses no posto, num momento em que seu governo enfrenta uma instabilidade política.

A medida mantém Castillo, membro do partido marxista-leninista Peru Livre, à esquerda do espectro político, mas modera o gabinete como um todo. Ele manteve o ministro da Economia de centro-esquerda, Pedro Francke, e nomeou um novo ministro das Minas e Energia, Eduardo González Toro.

A mineração é um setor crucial do Peru, que só perde para o vizinho Chile na produção de cobre. Castillo disse que quer elevar a coleta de impostos do setor para financiar programas sociais.

O ex-premiê Guido Bellido era pouco conhecido antes de ocupar o cargo, mas seu estilo ríspido incomodou o Congresso de maioria opositora e os investidores se inquietaram com o governo de esquerda.

Vásquez serviu como chefe do Congresso entre 2020 e 2021. Ela é advogada e defendeu Máxima Acuña, uma agricultora camponesa, em um caso de destaque contra a mina de ouro de Yanacocha da Newmont Mining Corp, que rendeu manchetes em todo o mundo.

Depois do anúncio de sua renúncia, Bellido tuitou que reagiria e publicou uma foto de uma luta do filme “Gladiador”, insinuando uma oposição futura a Castillo.

Como Castillo, Bellido é integrante do Peru Livre, mas é visto como um extremista de esquerda quando comparado ao mais pragmático Castillo.

(Reportagem adicional de Rodrigo Campos em Nova York)

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