Por Marco Aquino

LIMA (Reuters) – O ministro da Saúde do Peru, Hernando Cevallos, pediu neste sábado que laboratórios que produzem e vendem vacinas contra o coronavírus entreguem doses com data de validade superior a três meses para evitar riscos de perdas.

Cevallos afirmou em entrevista à Reuters que o governo pediu a um dos laboratórios que fornece vacinas ao Peru que as entregasse com prazos de até seis meses, mas a empresa recusou, alegando que não poderia fazê-lo porque os contratos já estavam estabelecidos.

O ministro não quis mencionar o nome do laboratório porque os contratos de compra têm “confidencialidade”.

O Peru, com uma das piores taxas de mortalidade do mundo em relação ao número de habitantes, assinou contratos de compra de vacinas com a chinesa Sinopharm, as empresas norte-americanas Moderna e Pfizer e com a farmacêutica global sediada na Inglaterra AstraZeneca.

“A situação dos países deve ser entendida, no caso da América Latina, sobre dificuldades econômicas que nossos países estão passando”, disse Cevallos, referindo-se às diferentes capacidades e infraestrutura na região.

O Peru, imerso em uma terceira onda da doença desencadeada pela variante Ômicron, vacinou pouco mais de 80% de sua população-alvo com duas doses contra a Covid-19 e está no meio da fase de reforço da vacinação. O governo espera começar a vacinar crianças entre as idades de 5 e 11 anos na próxima semana.

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