Por Daphne Psaledakis

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) – Em uma nova abordagem para a “diplomacia da vacina”, uma estação móvel de testagem e vacinação contra a Covid-19 está recebendo líderes mundiais e representantes na Assembleia Geral da ONU desta semana, tentando evitar que o evento seja um propagador do coronavírus. 

Após uma reunião virtual no ano passado, cerca de um terço dos 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) estão planejando novamente enviar vídeos, mas presidentes, primeiros-ministros e chanceleres das demais nações vão viajar aos Estados Unidos para o evento. 

A prefeitura cidade de Nova York estacionou um ônibus rosa, amarelo e azul do lado de fora da sede da entidade para oferecer testes gratuitos e vacinas da Johnson & Johnson para frequentadores do evento entre 7h e 23h. 

A embaixadora norte-americana para as Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, foi testada na segunda-feira e pediu que todos os que compareceram à Assembleia Geral que se testem de maneira gratuita ou tomem a vacina. 

Os frequentadores deveriam “fazer o possível para evitar contrair a Covid, para que este evento não se torne um evento super-propagador”, disse Thomas-Greenfield a jornalistas. 

Os Estados Unidos estão tentando dissuadir os líderes a comparecer em Nova York como uma precaução contra a Covid-19, embora o presidente norte-americano, Joe Biden, vá participar presencialmente da conferência, sua primeira desde que assumiu o cargo em janeiro deste ano. 

Primeiro líder mundial a falar na Assembleia Geral, o presidente Jair Bolsonaro viajou a Nova York, mesmo tendo se recusadoa ser vacinado contra a Covid-19.

No domingo, Bolsonaro e ministros que o acompanham comeram pizza na calçada, uma vez que a cidade de Nova York decretou que seus restaurantes exijam prova de vacinação para que clientes possam ser atendidos em lugares fechados. 

Membros da delegação brasileira se reuniram na estação móvel em frente à ONU nesta segunda-feira para serem testados, o que o governo brasileiro exige para a entrada.

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