NAIRÓBI (Reuters) – As mudanças climáticas forçaram dezenas de milhões de pessoas no leste da África a abandonar suas casas nas próximas três décadas, mesmo se houver medidas para reduzir o impacto na região, afirmou o Banco Mundial nesta quarta-feira.

Entre as pessoas afetadas, estarão agricultores atingidos pela seca em busca de novas terras aráveis ou diferentes trabalhos em áreas urbanas, e outros movidos pela necessidade de encontrar água limpa, afirmou o Banco Mundial em um relatório emitido quatro dias antes do início da cúpula do clima da ONU, COP26, em Glasgow.

As cinco nações do leste da África –Quênia, Ruanda, Tanzânia, Uganda e Burundi– têm sofrido cada vez mais eventos de clima extremo nos últimos anos.

“Sem ações amplas e urgentes… até 38,5 milhões de pessoas podem ser deslocadas internamente, como consequência das mudanças climáticas, até 2050”, disse Hafez Ghanem, vice-presidente do Banco Mundial para a região.

Medidas concretas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e financiar projetos de mudanças climáticas e adaptação podem cortar a projeção de desabrigados, mas apenas em 30%, afirmou o relatório do banco.

O banco prometeu garantir 35% do seu financiamento ao longo dos próximos cinco anos para projetos que ajudarão a enfrentar a ameaça das mudanças climáticas, disse Ghanem.

(Reportagem de Duncan Miriri)

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