CARACAS (Reuters) – Centenas de moradores de Caracas se reuniram na sexta-feira à noite em uma região no centro da cidade para aproveitar apresentações de malabaristas, mímicos, música e barracas de comida, em meio à flexibilização do confinamento por Covid-19 na Venezuela, apesar de um aumento de casos de infecção.

O governo do presidente Nicolás Maduro implantou desde meados de 2020 um sistema de sete dias de quarentena radical em que não há comércios abertos, exceto de alimentos e medicamentos em geral, seguidos de uma semana de abertura para permitir que os setores mais afetados possam trabalhar.

Sindicatos médicos e academias de ciência na Venezuela, que tem cerca de 30 milhões de habitantes, alertaram que o país passa por uma segunda onda de contágios e pedem uma campanha de vacinação em massa para os venezuelanos, dos quais apenas 3,9% foram plenamente imunizados, segundo dados de acompanhamento da Reuters.

Embora tenha promovido o distanciamento físico desde o início da pandemia para evitar os contágios, “neste tipo de atividade é um pouco difícil manter esse distanciamento”, disse María Ramaosa, comunicadora social de 32 anos que participou do evento chamado “Ruta Caracas”, promovido pelas autoridades há muitos anos para destacar grupos culturais e musicais, entre outros.

Com a festa e, “apesar de todas as dificuldades no país, temos uma opção para distrair um pouquinho a mente”, acrescentou Ramaosa, no centro histórico de Caracas, cujos arredores abrigaram caminhões vendendo comida e bebidas.

O Ministério da Informação não respondeu imediatamente ao pedido por comentário.

De acordo com as autoridades, a Venezuela registrou até agora 297.782 casos e 3.458 mortes por Covid-19, embora especialistas e críticos digam que há uma subnotificação devido ao baixo nível de testes no país.

(Reportagem de Johnny Carvajal)

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