Por Graham Keeley e Jorge Otaola

BARCELONA (Reuters) – Uma juíza argentina encarregada por casos da era da ditadura de Franco na Espanha indiciou um ex-ministro espanhol sob quatro acusações de assassinato, segundo documentos do tribunal vistos pela Reuters neste sábado.

A juíza Maria Servini, que fica em Buenos Aires, emitiu a decisão contra Rodolfo Martin Villa, 87, ministro do Interior da Espanha entre 1976 e 1979.

A juíza escreveu que considerou Martin Villa “criminalmente responsável por homicídio em pelo menos quatro ocasiões, nas quais Pedro María Martínez Ocio, Romualdo Barroso Chaparro, Francisco Aznar Clemente e Germán Rodríguez Saíz foram vítimas”.

Martin Villa afirmou ao jornal espanhol ABC: “Eu estou tranquilo. Vou apelar.”

A Espanha aprovou uma lei de anistia em 1977 que perdoou crimes cometidos pela ditadura de 36 anos de Franco. Centenas de espanhois então tentam reverter isso recorrendo à justiça argentina, sob o princípio da justiça universal.

Servini escreveu que Martin Villa teve papel fundamental na estrutura repressiva da ditadura, que continuou nos anos imediatamente posteriores à morte de Franco em 1975.

A juíza ordenou a prisão de Martin Villa, que vive em Madri, mas afirmou que isso provavelmente não vai acontecer.

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