Por Phil Stewart

WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos estão detectando indicadores e alertas suficientes a respeito de atividades militares russas perto da Ucrânia para desencadear “muita preocupação” e a retórica da Rússia parece cada vez mais estridente, disse a principal autoridade militar norte-americana na noite de quinta-feira.

Mark Milley, general do Exército e chefe do Estado-Maior Conjunto, não quis especular sobre os tipos de opções que os EUA podem cogitar no caso de uma invasão russa, mas enfatizou a importância da soberania da Ucrânia para seu país e para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em alguns de seus comentários mais detalhados sobre a crise.

“Existem interesses de segurança nacional consideráveis dos Estados Unidos e de Estados-membros da Otan em jogo aqui se houver um ato militarmente aberto de ação agressiva dos russos em um Estado-nação que é independente desde 1991”, disse Milley durante um voo de Seul a Washington.

A Ucrânia diz que a Rússia reuniu mais de 90 mil soldados perto de sua fronteira comum. Já o governo russo descarta insinuações de que está preparando um ataque em sua fronteira sul e defende seu direito de mobilizar soldados em seu próprio território como bem entender.

A Rússia já anexou a península da Crimeia da Ucrânia em 2014 e depois apoiou rebeldes que enfrentam forças do governo ucraniano no leste do país. A Ucrânia diz que o conflito já matou 14 mil pessoas e ainda está em andamento.

Especialistas alertam que uma invasão russa impune poderia ser desestabilizadora, criando um efeito dominó muito além da Ucrânia em um momento de nervosismo crescente com as intenções chinesas a respeito de Taiwan.

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