(Reuters) – Autoridades de saúde de Israel disseram nesta quinta-feira que as doses de reforço da vacina contra Covid-19 da Pfizer-BioNTech melhoraram a proteção contra casos graves de doença em pessoas de 40 anos ou mais velhas, em apresentações feitas a cientistas norte-americanos que debatem uma possível dose de reforço com a vacina da Moderna.

Os dados foram relatados em uma reunião de conselheiros externos da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) que devem votar a respeito da necessidade de doses de reforço da vacina da Moderna ainda nesta quinta-feira. Normalmente a FDA segue o conselho de seus especialistas, mas não é obrigada a fazê-lo.

Se a FDA aprovar o reforço da Moderna, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) fará recomendações específicas sobre quem deveria recebê-la.

“O que estamos vendo é uma ruptura na curva epidêmica em Israel”, disse a doutora Sharon Alroy-Preis, diretora dos serviços de saúde pública do Ministério da Saúde israelense.

Ela disse que o programa de vacinação de reforço, que agora inclui 50% da população de todas as faixas etárias, está começando a diminuir as infecções mesmo entre os moradores não vacinados do país.

Israel, que monitora atentamente as vacinas em sua população, disse em uma apresentação de slides que administrar uma dose de reforço levou a uma proteção maior contra infecções confirmadas entre pessoas de 16 anos e acima.

(Por Manas Mishra, em Bengaluru; Julie Steenhuysen, em Chicago; e Caroline Humer)

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