Por Patricia Zengerle e John Irish

WASHINGTON/PARIS (Reuters) – Os Estados Unidos estão adotando as primeiras medidas para retornaram à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), quatro anos depois de o então presidente Donald Trump retirar o país e acusar a agência de ter uma tendência anti-Israel, disseram fontes parlamentares e diplomáticas.

Os EUA forneciam um quinto do financiamento da entidade sediada em Paris. O governo de Barack Obama, o antecessor de Trump, parou de pagar em 2011 quando a Palestina se tornou um membro pleno porque a lei norte-americana não o permite, e os EUA deviam 542 milhões de dólares ao saírem.

Mas, incentivado pelo governo do presidente Joe Biden, o Comitê de Verbas do Senado apresentou uma legislação nesta semana para revogar a lei se Biden e os devidos comitês parlamentares acreditarem que voltar à Unesco permitiria a Washington se contrapor à influência chinesa ou divulgar os interesses dos EUA.

Israel se desfiliou da Unesco ao mesmo tempo que os EUA. Pedindo anonimato, uma fonte diplomática ocidental disse que Israel está disposto a voltar, mas que está esperando Washington dar o primeiro passo.

A Unesco disse em um comunicado que a volta dos EUA e de Israel seria “uma boa notícia” e que vê “uma esperança real” em seu retorno, mas que “o momento e as modalidades… ainda têm que se definidos”.

Para ser sancionado, o projeto de lei de verba contendo a dispensa teria que ser aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, e líderes do Congresso não têm previsão para tal votação.

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