Por Phil Stewart e Idrees Ali

CABUL (Reuters) – Em recuperação após uma série de derrotas no campo de batalha, as Forças Armadas do Afeganistão irão revisar sua estratégia de guerra contra o Taliban para concentrar suas forças em torno das áreas mais críticas como Cabul e outras cidades, fronteiras e infraestrutura vital, afirmaram autoridades afegãs e norte-americanas. 

A estratégia arriscada politicamente irá inevitavelmente ceder território para os insurgentes do Taliban. Mas autoridades dizem que isso parece ser uma necessidade militar, enquanto as sobrecarregadas tropas afegãs tentam evitar a perda de capitais de províncias, o que pode fragmentar profundamente o país.

A consolidação das forças, que tem sido reconhecida publicamente mas não havia sido reportada com detalhes antes, coincide com a retirada das tropas norte-americanas antes do término formal da missão militar no próximo dia 31 de agosto, após ordens do presidente norte-americano, Joe Biden. 

Insurgentes do Taliban estão tomando o controle de porções cada vez maiores de territórios, incluindo centros distritais do Afegnistão. O Taliban também pressiona as periferias de metade das capitais de províncias, tentando isolá-las. 

Avaliações de inteligência dos EUA alertam que o governo afegão pode cair em até seis meses, disseram autoridades norte-americanas à Reuters. 

Uma autoridade afegã, falando em condição de anonimato, disse que a “reorientação” das tropas ajudaria Cabul a manter territórios estratégicos e a defender sua infraestrutura, inclusive uma represa que foi construída com a ajuda da Índia e importantes rodovias.

Mas a consolidação das tropas também significa deixar outras áreas sem proteção, uma medida difícil de ser defendida para as comunidades e grupos étnicos que se sentem abandonados ao Taliban.

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