TÓQUIO (Reuters) – O Japão precisa se contrapor à assertividade da vizinha China fortalecendo a Guarda Costeira e melhorando sua coordenação com os militares, disse Fumio Kishida, candidato à liderança do partido governista e ao cargo de primeiro-ministro, nesta segunda-feira.

Só os membros da base e os parlamentares do Partido Liberal Democrata (PLD) votarão para escolher seu líder na eleição de 29 de setembro, mas a popularidade dos candidatos com o público conta, já que o vencedor levará a sigla às eleições geais deste ano.

“O ambiente de segurança ao redor do Japão está ficando mais duro”, disse Kishida em uma coletiva de imprensa.

“Precisamos nos esforçar para garantir a segurança marítima através de medidas como fortalecer a capacidade da Guarda Costeira e lhe permitir que trabalhe com as Forças de Autodefesa.”

Os comentários vieram depois que a China aprovou uma lei neste ano que, pela primeira vez, permite explicitamente que sua Guarda Costeira dispare contra embarcações estrangeiras.

Obter a capacidade de atingir alvos inimigos é uma opção essencial para reforçar a segurança, acrescentou Kishida, dizendo que não aderirá cegamente à manutenção dos gastos com defesa abaixo de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) japonês caso o abandono dessa tese seja necessário para proteger os cidadãos.

Kishida é um dos postulantes à sucessão do premiê Yoshihide Suga, que surpreendeu no mês passado ao anunciar que deixará o cargo, encerrando um mandato de um ano durante o qual seu apoio desmoronou à medida que as infecções pelo coronavírus disparavam.

(Por Kiyoshi Takenaka, Antoni Slodkowski e Daniel Leussink)

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