Por Ludwig Burger

FRANKFURT (Reuters) – A BioNTech anunciou nesta terça-feira um acordo com o governo de Ruanda e o Instituto Pasteur de Dacar, no Senegal, para a construção de uma primeira instalação de fabricação de vacinas usando a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) na África a partir de meados de 2022 para ajudar o continente a amenizar as desigualdades de saúde que sofre quando comparado com outras regiões do mundo.

A BioNTech, que desenvolveu as vacinas contra Covid-19 mais amplamente usadas no mundo ocidental com a parceira Pfizer, construirá inicialmente uma linha de produção com capacidade de 50 milhões de doses anuais que também poderia ser usada para vacinas contra Covid-19, como informou em um comunicado.

Mas os parceiros podem decidir fazer vacinas de mRNA contra outras doenças, como malária ou tuberculose, dependendo do desenvolvimento futuro e das necessidades médicas, disse um porta-voz da empresa.

Isto será ramificado em uma rede de produção mais ampla que faria várias centenas de milhões de doses de vacinas de mRNA anualmente com o objetivo de transferir a propriedade e o conhecimento a parceiros continentais, acrescentou a empresa de biotecnologia.

“Nosso objetivo é desenvolver vacinas na União Africana e estabelecer capacidades sustentáveis de produção de vacina para melhorar conjuntamente o cuidado médico na África”, disse Ugur Sahin, executivo-chefe da BioNTech.

O projeto assinala uma iniciativa de mais longo prazo para evitar uma repetição das desigualdades de saúde explicitadas pela pandemia de coronavírus.

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