Por Marco Aquino e Marcelo Rochabrun

LIMA (Reuters) – Promotores peruanos disseram nesta quinta-feira que irão questionar o presidente socialista Pedro Castillo como parte de uma investigação sobre a promoção de certos militares, aumentando a pressão sobre o líder enquanto parlamentares avaliam um processo de impeachment.

Os promotores devem questionar Castillo em 14 de dezembro, depois que dois ex-comandantes militares disseram que foram dispensados ​​de suas funções após se recusarem a promover certos oficiais supostamente recomendados por Castillo.

As novas acusações ocorrem enquanto Castillo já enfrenta o momento mais tumultuado de sua Presidência, que começou há apenas quatro meses, com um possível processo de impeachment iminente e um índice de aprovação com baixa recorde de 25%, de acordo com o instituto de pesquisa IEP.

Na semana passada, os promotores fizeram uma batida no palácio do governo em Lima, onde fica o gabinete de Castillo, e encontraram 20.000 dólares em dinheiro em um banheiro que supostamente pertencia a um conselheiro sênior. Castillo demitiu o assessor e disse que seu governo está comprometido com o combate à corrupção.

A mídia local também publicou no domingo que Castillo teria realizado reuniões em sua residência privada, sem divulgá-las em sua agenda pública. Castillo negou qualquer irregularidade, dizendo que as reuniões foram de natureza pessoal.

O Congresso deve votar na próxima semana se iniciará um processo formal de impeachment, com apenas uma maioria simples necessária para prosseguir.

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