Por Alexander Winning

JOANESBURGO (Reuters) – A alta de internações entre crianças durante uma quarta onda de infecções por Covid-19 na África do Sul, que foi impulsionada pela variante Ômicron do coronavírus, não deve gerar pânico porque as infecções têm sido leves, afirmou uma autoridade sanitária neste sábado.

Um número alto de crianças internadas com Covid-19 mês passado em Tshwane, área metropolitana que inclui a capital Petroria, gerou preocupações de que a nova Ômicron poderia ser mais perigosa para jovens crianças do que outras variantes.

Os cientistas ainda não identificaram qualquer relação e alertaram que outros fatores podem ter influenciado.

Ntsakisi Maluleke, especialista em saúde pública na província de Gauteng que inclui Tshwane e a maior cidade Joanesburgo, disse à Reuters que dos 1.511 pacientes que testaram positivo para Covid-19 nos hospitais da província, 113 tinham menos de nove anos, uma proporção maior do que em outras ondas de infecções.

“Estamos tranquilizados por relatórios dos médicos de que as crianças têm infecções leves”, disse em entrevista, acrescentando que autoridades sanitárias e cientistas estão investigando o que estava levando a mais internações em idades menores e espera mais esclarecimentos em duas semanas.

Como apenas uma porcentagem pequena dos testes positivos para Covid-19 na África do Sul são enviados para sequenciamento de genomas, as autoridades ainda não sabem por quais variantes as crianças internadas foram infectadas.

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