As ações da XP Inc fecharam em queda de mais de 13% na Nasdaq nesta sexta-feira (6), a US$ 30,99, maior queda percentual e menor valor desde o IPO da empresa em dezembro passado. Na mínima da sessão, chegaram a US$ 30,24.

O IPO da XP foi precificado a US$ 27 dólares por papel, com as ações disparando na estreia na Nasdaq e fechando o primeiro pregão a US$ 34,46. Na máxima intradia desde então, chegaram a US$ 43,52, fazendo a empresa alcançar um valor de mercado de mais de US$ 100 bilhões.

O que teria causado a queda? Nesta tarde, circulou entre profissionais do mercado financeiro anúncio de escritório de advocacia dos EUA, citando um relatório sobre a XP que levantava questões sobre a precisão das divulgações contábeis da plataforma de investimentos.

Em trechos compartilhados no Twitter, Nick Winkler, da empresa especializada em análise financeira forense The Winkler Group, afirma que a companhia estava “short” (vendida) em XP após descobrir o que chamou de irregularidade contábeis, divulgações financeiras inadequadas e discrepância de auditoria.

O escritório de advocacia Block & Leviton publicou anúncio para interessados em abrir processo contra a XP citando o relatório. Também o Rosen Law publicou anúncio similar.

A Reuters tentou entrar em contato com o Winkler Group via seu website, mas a empresa não retornou aos pedidos de comentário.

Qual foi a resposta da XP? Procurada pela Reuters, a XP Inc. afirmou que durante o processo recente de IPO passou pelo escrutínio de quatro escritórios de advocacia reconhecidos mundialmente e duas das maiores firmas de auditoria do mercado.

“Além disso, diversos investidores institucionais de classe mundial auditaram a XP de todas as formas possíveis, inclusive por meio de processo próprio de diligência legal e/ou contábil”, afirmou a XP na nota, na qual reforça “seu total compromisso de transparência com seus clientes e investidores”.

Na nota, a XP Inc. disse que no mercado norte-americano é comum que “companhias abertas sejam acionadas por escritórios de advocacia que visam ingressar com ações coletivas (class action) para tentar buscar acordos financeiros”.

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