O começo da pandemia acertou em cheio o negócio da iGUI, fabricante e franqueadora de uma rede de piscinas de fibra de vidro. Da noite para o dia, as lojas tiveram que ser fechadas e o consumidor não estava com cabeça para pensar em piscina. Foi aí que Filipe Sisson, CEO e fundador da iGUi, decidiu ir para a rua para não deixar que as vendas evaporassem.

“Peguei o carro e fui para a estrada. Percorri 25 mil quilômetros em um mês visitando lojas e fábricas, tentando incentivar as equipes a continuar trabalhando mesmo com a pandemia”, disse Sisson ao 6 Minutos.

Passado o susto, as vendas da empresa cresceram acima das expectativas: um aumento de 215% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2019. “Fomos recompensados.”

O que vocês fizeram para reagir à queda inicial nas vendas?

Foi preciso convencer os lojistas que dava para continuar trabalhando, que telefone não passa coronavírus, que computador não passa coronavírus. Porque piscina é um sonho, não é um negócio que fecha na primeira conversa Então era preciso continuar a falar de piscina com as pessoas, por telefone ou nas redes sociais.  Pois é melhor vender duas piscinas do que nenhuma.

E o que você fez para incentivar os franqueados?

No mês de abril, peguei o carro e fui para a estrada. Percorri 25 mil quilômetros em um mês visitando lojas e fábricas, tentando incentivar as equipes a continuar trabalhando mesmo com a pandemia.

E isso surtiu efeito?

Sim, nossa arrancada aconteceu muito rapidamente. Fomos recompensados. Isso foi bom porque da mesma forma que uma notícia ruim contamina o ambiente, a notícia boa também.  As lojas ficaram sabendo que as vendas estavam se recuperando e o bom humor voltou.

Como foi isso em números?

Até março, nossas vendas estavam em linha com 2019. Em março, o faturamento caiu 20%. A recuperação começou em maio. As vendas de agosto subiram 215%. Foi nosso melhor mês em vendas do ano, sendo que já tínhamos tido um aumento de 123% em julho e 54% em junho.

O que vem impulsionando as vendas de piscina?

As pessoas passaram a valorizar o lar com a quarentena, e com isso a piscina também ganhou importância. As crianças estão em casa, não vão para a escola, não têm muita opção de divertimento.

E mudou o perfil de piscina vendida?

Sim.  É provável que as pessoas que tinham o sonho de ter uma piscina tenham conseguido realiza-lo agora, pois economizaram. O valor médio da piscina mais vendida caiu da faixa de R$ 20 a R$ 25 mil para a de R$ 10 a R$ 15 mil.

E como a empresa espera fechar o ano?

Devemos passar de 30 mil piscinas, o que vai ser um aumento de 30% em relação ao ano passado.

Filipe Sisson, fundador da IGUI
Crédito: Divulgação

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