Por Matthieu Protard e Gwénaëlle Barzic

PARIS/AMSTERDÃ (Reuters) – A Universal Music, gravadora de artistas como Lady Gaga, Taylor Swift e The Weekend, foi avaliada em cerca de 33,5 bilhões de euros (39,3 bilhões de dólares) antes da estreia no mercado de ações em Amsterdã na terça-feira.

A francesa Vivendi está para cindir a Universal e nesta segunda-feira fixou o preço de referência para a cotação em 18,50 euros por ação, de acordo com comunicado da Euronext.

A listagem do Universal será a maior da Europa este ano e a empresa entregará 60% das ações aos acionistas da Vivendi.

A Universal aposta que o boom no streaming liderado pelo Spotify ainda tem um longo caminho a percorrer, em uma indústria que domina ao lado de Warner e Sony.

Vários investidores grandes já assumiram grandes fatias da Universal, contando em parte com o catálogo anterior do grupo, incluindo nomes como Bob Dylan e Beatles. Eles também esperam que acordos com anúncios e plataformas de mídia social, como YouTube e TikTok, sustentem seu desempenho e avaliação.

O bilionário norte-americano William Ackman sofreu um revés quando sua tentativa de investir na Universal por meio de um veículo de aquisição de propósito especial (SPAC) esbarrou em reguladores e investidores. Mas Ackman ainda tem 10% por meio de um fundo de hedge. A chinesa Tencent possui 20% da Universal.

Um vencedor no negócio será Vincent Bollore, magnata francês de mídia que é controlador da Vivendi. Ele receberá ações da Universal no valor de 6 bilhões de euros.

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