A produção de minério de ferro da Vale neste ano deve retornar ao nível recorde alcançado antes do rompimento da barragem em Brumadinho (Minas Gerais) no início de 2019. A tragédia, que completa um ano neste sábado (25), levou à suspensão de parte das operações da mineradora.

Em 2018 a mineradora produziu 385 milhões de toneladas de minério de ferro. O plano para 2019 era aumentar a produção para 400 milhões. Com o acidente, esse número só deve ser alcançando entre 2020 e 2021.

Por que isso importa: A atividade mineradora responde a 4% do PIB e a 21% do comércio exterior do país, segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Ele está na Índia para uma rodada de negociações que devem render acordos comerciais e investimentos entre os dois países.

A Vale é a principal mineradora do país e um dos maiores destaques do mundo. Quanto mais produz, mais gera emprego, conhecimento científico e novos negócios, desde que adote as melhores práticas na exploração do minério e aja com responsabilidade para mitigar os danos socioambientais inerentes à atividade.

Como está a produção da Vale hoje? Ainda se recuperando. Após a tragédia de Brumadinho, uma regulação mais rígida determinada pelas autoridades obrigou a empresa a suspender operações com capacidade de produzir 93 milhões de toneladas do minério, o que provocou a disparada dos preços no mercado internacional.

Em outubro passado, segundo a companhia, operações com capacidade de produção de  50 milhões de toneladas permaneciam interrompidas. A previsão é a de que sejam reiniciadas até 2021.

Qual o preço do minério de ferro? A maioria dos analistas prevê preços mais baixos para o minério de ferro ao longo deste ano, em parte devido à recuperação da capacidade da Vale, aliviando o aperto da oferta que afetou o mercado no ano passado. Os preços em Cingapura, que atingiram o maior nível em cinco anos em meados de 2019, acumulam queda superior a 20% desde então em meio ao melhor cenário para a oferta.

Como estão as contas da Vale? A mineradora voltou ao lucro no terceiro trimestre de 2019 (dado mais recente divulgado), com ganho de R$ 6,5 bilhões no período. Por outro lado, a Vale atualizou naquele momento (fim de outubro) a sua estimativa de impacto financeiro do acidente de Brumadinho para R$ 24,1 bilhões, incluindo perdas e provisões (recursos separados para pagamentos futuros).

(Com Bloomberg)

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