O novo modelo de loja da Starbucks é tão pequeno que mal há espaço para os clientes.

O local, com inauguração prevista na terça-feira (dia 5) na Penn Plaza, em Nova York, tem apenas 28 metros quadrados para os clientes — uma pequena fração da área tradicional para mesas, poltronas e bancadas das lojas da Starbucks e aproximadamente do tamanho de uma sala de estar espaçosa. Parece mais um café hipster, desses em que o próprio dono é o barista que atende os clientes atrás do balcão.

A loja não possui recursos como quadro com cardápios e vitrine para os salgados e doces, e o caixa é discreto e fora de vista. Os clientes que fazem pedidos pelo aplicativo podem retirá-lo quando este é exibido em uma tela digital. O espaço foi projetado para acomodar pedidos pelo celular, e não para que as pessoas se acomodem.

A ideia da maior rede de cafeterias do mundo é simples: manter as vendas em alta, gastando menos com aluguel e salários. A Starbucks planeja investir mais em mão de obra inicialmente — contratando mais pessoas do que o necessário –, mas também planeja que o novo protótipo funcione com uma equipe limitada.

Expansão prevista

Há planos de abrir lojas semelhantes em cidades como Boston, Chicago e Los Angeles, disse Katie Young, vice-presidente de mercados urbanos da Starbucks, em entrevista à Bloomberg. A primeira loja de retirada de pedidos terá cerca de 90 metros quadrados no total, ou seja, incluindo a área da cozinha. É quase a metade dos cerca de 170 metros quadrados de uma cafeteria padrão da Starbucks nos EUA.

A Starbucks divulgou vendas e receitas que superaram as estimativas dos analistas na quarta-feira. EUA e China, os maiores mercados da rede, puxaram os resultados. A gigante de cafés tem foco no controle de despesas no ano fiscal de 2020 em meio às projeções de crescimento mais lento para as vendas no conceito mesmas lojas (um conceito que elimina o efeito de crescimento decorrente da abertura de novas unidades).

A Starbucks disse ainda que está investindo em inteligência artificial para ajudar funcionários nos restaurantes e economizar custos de mão-de-obra.

(Com o 6 Minutos)

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