A Stone, dona da maquininha verde de pagamento via cartão, teve participação importante na “guerra das maquininhas” que ocorreu a todo vapor entre 2018 e 2019, principalmente. Stone, Cielo, Rede, PagSeguro, entre outras, disputavam quem tinha a menor taxa de aluguel ou os benefícios mais vantajosos ao oferecer esses meios de pagamento para qualquer tipo de estabelecimento.

Por muito tempo citada como uma fintech, ou startup do mercado financeiro, a Stone fez seu IPO em 2018, na Nasdaq. É a bolsa de valores dos Estados Unidos, a mesma em que a XP também realizou sua oferta de ações ao final de 2019.

Consolidada no mercado, agora, os planos cresceram. Foi o que mostrou o CEO  Thiago Piau à agência Bloomberg:

Os planos para 2020:

  •  Aumentar os empréstimos concedidos a clientes. Em janeiro, eram R$ 200 milhões em empréstimos a clientes e tem uma estimativa “conservadora” de atingir R$ 500 milhões até o final do ano.
  • A Stone planeja vender os empréstimos nos próximos meses para não manter risco em seu balanço.
  • Começar a atender pequenas e médias empresas sem, para isso, depender de uma rede de agências.
  • Lançar produtos, de seguros a folhas de pagamento para as empresas.
  • Usar as licenças que já possui para oferecer novos produtos, hoje ainda concentrados nos bancos. Esse movimento tem mais espaço livre no contexto dos estímulos do Banco Central ao desenvolvimento das fintechs.
  • As aquisições devem acelerar neste ano, depois da Stone comprar participação em pelo menos quatro empresas só em 2019. Uma delas foi a Collact, uma administradora de relacionamento com clientes, e a Trinks, empresa de serviços de beleza.
  • Outra meta para o ano é explorar o mercado global de títulos. A empresa emitiu apenas dívida local até o momento e procura diversificar suas fontes de financiamento.

O que a Stone já conseguiu:

  • Um marketshare (participação no mercado) de 8% em uma indústria então dominada pelas concorrentes Rede, subsidiária do Itaú Unibanco, e pela Cielo, controlada pelo Bradesco e Banco do Brasil.
  • Atraiu investimentos de gente como Warren Buffett e Jorge Paulo Lemann.
  • Em 2019, começou a fazer empréstimos e contas digitais para alguns clientes
  • Recentemente, a Stone acordou com o Grupo Globo a criação de uma Joint Venture voltada para microempreendedores.

Nem tudo são flores: O caminho não está exatamente livre. As ações da Stone caíram no ano passado depois que a Rede, subsidiária do Itaú Unibanco,  zerou taxas em produtos de antecipação de faturas, enquanto a Cielo cortou margens para recuperar fatia de mercado.

De qualquer forma, os investidores estão do lado da Stone: após a queda do ano passado, as ações da empresa recuperaram quase o nível máximo histórico, com alta de 86% desde que a empresa abriu seu capital, em 2018.

Qual o tamanho da Stone? Avaliada em US$ 12,4 bilhões, a Stone é uma das fintechs mais bem-sucedidas do Brasil, juntando-se a histórias como a do Nubank, avaliado em US$ 10,4 bilhões, e até mesmo da XP, corretora de varejo de US$ 19,5 bilhões.

O balanço de 2019:

  • O lucro líquido cresceu 164% em relação a 2018.
  • A base de clientes ativos aumentou 84%, para 495.100.

O que a Stone quer evitar, por ora:

  • Expandir a companhia para fora do Brasil.
  • Firmar uma parceria com bancos para distribuir os produtos da Stone.

(Com Bloomberg)

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