A Cacau Show é a segunda maior franquia de alimentação do Brasil, atrás apenas do McDonald’s, segundo ranking da ABF (Associação Brasileira de Franchising), que contabilizou 2.232 unidades da marca até o final de 2018. São mais de 1.300 franqueados, que respondem um questionário com mais de 100 perguntas e participam de um test-drive na loja antes de serem aprovados.

Além disso, é necessário ter capital próprio para investir, sem depender de sócios ou de linhas de financiamento, e disponibilidade para se dedicar pessoalmente à operação.

A empresa vê potencial de chegar a 4.000 lojas no país, ou seja, há oportunidade para mais de 1.760 aberturas. Há três caminhos para isso, segundo Daniel Roque, diretor de expansão e novos canais da rede. “A ideia é crescermos, nesses novos pontos, 60% com franqueados da rede, 30% com novas prospecções e 10% por meio de operações próprias, como as mega stores.”

O investimento inicial para um quiosque da marca é a partir de R$ 130 mil e, para loja, a partir de R$ 165 mil.

A seleção começa a partir do preenchimento de uma ficha no site, seguido de reunião de apresentação com a franqueadora, análise de perfil do candidato com um questionário com mais de 100 perguntas sobre a vida pessoal e profissional, avaliação de um comitê interno, além de entrevista com RH e com a área comercial para comprovar o potencial de realização de negócios.

“Temos um processo bastante amadurecido, muito dinâmico pela demanda e mercado existentes, mas que permite chegarmos ao final com empreendedores alinhados à nossa cultura”, diz Roque.

Todo esse processo leva de 60 a 90 dias, incluindo a análise do ponto comercial, que é indicado pelo candidato.

Treinamento tem test-drive chamado de complexo intensidade

Depois de aprovado, tem início o treinamento, chamado de “Complexo Intensidade” por promover uma imersão no negócio. Os primeiros dois dias são em uma das unidades próprias, para que o novo franqueado faça um “test-drive” da operação de forma monitorada, da abertura ao fechamento da loja.

Na sequência, são mais 10 dias de treinamento em sala de aula, com especialistas da franqueadora, em diversas disciplinas aplicadas ao negócio. Após cinco dias iniciais, o franqueado passa novamente outros dois dias em operação na loja. Segundo Roque, isso permite um “antes e depois” importante em seu desenvolvimento.

“Já tivemos caso em que, após os dois primeiros dias de treinamento em operação de loja, o franqueado resolveu não dar continuidade por entender que não seria sua vocação. Ali o processo foi interrompido e está tudo bem. Muito melhor que aconteça neste momento”, afirma.

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Luis Stockler, da consultoria especializada em franquias baSTOCKLER, diz que a Cacau Show hoje tem um processo de seleção de franqueados estruturado, mas nem sempre foi assim.

“Antes, os critérios eram ter dinheiro para investir e um bom ponto comercial. Com o ganho de escala, a empresa foi desenvolvendo a área operacional. Agora, eles priorizam quem já tem histórico empresarial ou quem já está na rede, pois um franqueado novo dá mais trabalho”, analisa.

O diretor de expansão e novos canais da Cacau Show indica o que pode facilitar ou impedir a entrada de um novo franqueado na rede.

Motivos para ser aprovado:

  • Ter capital próprio, disponibilidade para ser o operador e um bom ponto comercial ainda não explorado
  • Gostar de chocolate e de lidar com pessoas
  • Tirar todas as dúvidas com a empresa e com outros franqueados para não frustrar suas expectativas

Motivos para ser recusado:

  • Passar informações falsas ou incompletas durante o processo
  • Não haver identificação com os princípios da empresa
  • Falta de habilidade para lidar com o público e carência de características empreendedoras

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