O Banco Santander Brasil divulgou nesta terça-feira lucro líquido acima do esperado por analistas para o primeiro trimestre, impulsionado por outro período de rápido crescimento da carteira de empréstimos, mas ja mostrou os primeiros sinais da crise trazida pela pandemia de coronavírus.

O Santander Brasil informou que o número de contratos fechados com clientes nas agências caiu 26% desde 16 de março, quando a pandemia começou a ganhar mais impulso no Brasil.

O efeito da epidemia também foi sentido na receita de prestação de serviços, que caiu 6,7% em relação ao trimestre anterior, para R$ 4,482 bilhões, em parte devido aos problemas causados ​​pelo isolamento social adotado como forma de frear o vírus, segundo o Santander Brasil.

O banco também destacou que a redução de custos será fundamental neste momento, mas não deu mais detalhes das ações tomadas.

O lucro líquido recorrente do banco foi de R$ 3,853 bilhões no primeiro trimestre, 9,2% superior ao previsto pelos analistas consultados pela Refinitiv, e também 10,5% acima do mesmo trimestre do ano anterior.

A carteira de empréstimos do Santander Brasil encerrou março em R$ 378,5 bilhões, um aumento de 7,5% em relação a dezembro, impulsionada principalmente por empréstimos a grandes empresas, que buscaram mais crédito em meio à crise.

O retorno sobre o patrimônio do banco atingiu 22,3% no primeiro trimestre, um ponto percentual acima do trimestre anterior.

A matriz do banco espanhol, Santander SA divulgou também nesta terça-feira resultado do primeiro trimestre, apontado para uma queda de 82% no lucro líquido do período depois que a instituição reservou 1,6 bilhão de euros para cobrir as perdas esperadas pela pandemia.

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