O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira (3) que teve um lucro recorrente de R$ 4,2 bilhões no segundo trimestre, uma queda de 40,2% em relação a igual período do ano passado.

Assim como ocorreu no caso do Santander e do Bradesco, que divulgaram seus resultados trimestrais na semana passada, o tombo é explicado pelas provisões para perdas com calotes, que quase dobraram em meio à crise decorrente da pandemia de coronavírus.

As despesas do maior banco do país com provisões para créditos de liquidação duvidosa somaram R$ 7,5 bilhões no período entre abril e junho, 71,6% a mais do que o registrado nos mesmos meses de 2019.

Margem financeira

Com o aumento da participação de grandes empresas na sua carteira de crédito, o Itaú divulgou que sua margem financeira se reduziu em 3,7% no segundo trimestre em relação ao período entre abril e junho de 2019.

“A redução da margem com clientes no trimestre ocorreu em função da menor representatividade da carteira de pessoas físicas e maior participação de grandes empresas, mudança no mix de produtos
do varejo, com uma menor utilização de produtos rotativos e maior utilização do crédito sob medida,
tanto pela demanda dos clientes quanto pela gestão ativa do banco”, afirmou a instituição no balanço de resultados.

Ainda segundo o banco, apesar de as novas regras que limitam os juros do cheque especial terem impactado a margem, isso foi “mais do que compensado” pelo aumento no volume de crédito.

Receitas com serviços

A receita do Itaú com prestação de serviços e seguros registrou queda de 7,8%, em relação ao mesmo período do ano passado, e de 10,5% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

Isso ocorreu, segundo o banco, por causa da queda nas receitas com cartões de crédito e débito, consequência da pandemia. A redução em serviços de assessoria financeira e corretagem também impactou o balanço.

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