Alguns remédios mais baratos estão sumindo do mercado por causa da pandemia, segundo o presidente da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), Sergio Mena Barreto.

“O frete aumentou 14 vezes, o dólar, que antes estava na casa de R$ 4, hoje está em R$ 5,60. Os princípios ativos começaram a ser mais buscados e subiram os preços. Desde o ano passado, o setor vem sofrendo uma pressão de custos enorme. Se antes tínhamos 30 genéricos do mesmo produto, temos percebido que alguns deixaram de ser fabricados, principalmente os mais baratos pelo problema do câmbio e aumento dos custos”, afirma Mena Barreto.

Em abril deste ano, a CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) autorizou o aumento de até 10,08% no preço dos remédios, maior alta desde 2016.

“Os fabricantes de remédios estão passando por um problema gravíssimo de aumento de custos, de alta demanda e baixa de oferta de recursos. Estamos em uma guerra de supply chain para não faltar produto, para oferecer alternativas aos clientes e para que os tratamentos não parem”, afirma Mena Barreto.

Vacinação contra a covid

Mena Barreto afirmou que as farmácias se colocaram à disposição do governo federal para atuarem como pontos de vacinação contra a covid.

Perguntado se existe a possibilidade de farmácias venderem vacinas, Mena Barreto disse que não. “Não existe previsão de venda de vacina. Achamos que a fila é única, mas que precisa andar mais rápido. Por isso que queremos ajudar o sistema público a vacinar a população”, afirmou.

Em comemoração aos 30 anos da entidade, a Abrafarma lançou nesta quarta a campanha “Movidos pela saúde”, que tem como objetivo aumentar a atuação das farmácias na promoção de bem estar dos brasileiros.

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