Quem pretende alugar carro para viajar no fim do ano precisa se antecipar e fazer a reserva para não correr o risco de ficar na mão. Essa é a recomendação da ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis) e das três maiores locadoras do país.

“Nossa expectativa é de uma demanda elevada no final do ano. As pessoas estão cada vez mais optando pelo carro alugado como meio de mobilidade nas suas viagens, já que se trata de um transporte mais seguro na pandemia em comparação com as opções coletivas, como o ônibus”, diz Carlos Sarquis, head de Rent a Car da Unidas.


Na Localiza, não é diferente. “A temporada de verão é um período de alta nas buscas por aluguel e pode haver maior dificuldade em reservar carros em destinos turísticos mais relevantes nesta época do ano”, afirma Elvio Lupo, diretor executivo de Aluguel de Carros da Localiza.

O movimento também deve ser impulsionado pela restrição das viagens internacionais, que está estimulando o turismo doméstico, especialmente de curtas e médias distâncias. “Pelo o que estamos vendo, inclusive nos últimos feriados, a procura deve ser intensa para o final do ano para o turismo local”, diz Edmar Lopes Neto, CFO da Movida.

O mercado já se recuperou? Sim. Apesar de ter sofrido no começo da pandemia com o fechamento das lojas, a recuperação foi rápida, principalmente porque o aluguel de carro é uma alternativa ao transporte coletivo.

“Pessoas que nunca tinham alugado carro experimentaram pela primeira vez, além da demanda de motoristas de aplicativos, que já correspondem a 20% do setor”, diz Paulo Miguel Jr., presidente da ABLA. Para atender essa nova demanda, foram criados produtos como a assinatura mensal de carro.

O preço vai subir? Sim. Mesmo com o cenário favorável, o mercado de locação também tem seus desafios, como a dificuldade de reposição e renovação da frota devido a atrasos das montadoras.

Nos meses mais críticos da pandemia, muitas locadoras venderam veículos para equilibrar o caixa e se adequar à demanda do período. Isso fez com que a frota diminuísse: em dezembro, a frota nacional era de 997 mil veículos e hoje é de 916 mil, segundo a ABLA.

A indústria automobilística enfrenta dificuldades como atraso de peças da cadeia produtiva e novas medidas sanitárias nas fábricas, que afetam a produtividade.

“O preço do carro também subiu e, com a crise, as montadoras diminuíram o desconto que davam na venda direta às locadoras. Tudo isso eleva a tarifa. A gente já viu aumentos em torno de 10 a 15% no valor da locação diária”, diz o presidente da ABLA.

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