O presidente do Santander, Sergio Rial, afirmou nesta quarta-feira (dia 29), durante apresentação à imprensa do balanço do quarto trimestre do banco, que a carteira de crédito do banco deve crescer dois dígitos em 2020. O executivo avaliou ainda que o aumento do volume de empréstimos deve compensar, em algumas modalidades, a perda de rentabilidade com juros baixos.

O que Rial disse? “Continuaremos crescendo dois dígitos de crédito. Acho que não é difícil, não muda muito, vemos a financeira pujante, o consignado pujante, o cartão de crédito pujante. É por aí. Rentabilidade tenho menor condição de dizer, vai depender das margens.”

As taxas de juros estão pressionadas por causa da redução da taxa básica de juros, a Selic, e também pela maior competição trazida pelo avanço de fintechs e bancos digitais sobre o mercado de crédito. O próprio Banco Central vem atuando para aumentar a competitividade no setor financeiro, considerado excessivamente concentrado.

Qual é a estratégia do banco para conseguir esse crescimento? Na avaliação do presidente do banco, a alta do volume pode compensar taxas menores em algumas categorias, como financiamento de veículos, crédito imobiliário, em particular de imóveis usados, e crédito consignado. “Esse movimento deve compensar algum negócio mais desafiado em rentabilidade”, disse.

E qual a sua visão sobre o mercado bancário como um todo? Questionado sobre as avaliações de analistas de que o lucro dos bancos em geral pode crescer menos de dois dígitos ou até não crescer em 2020, o que seria algo inédito em muitos anos, ele declarou que haverá “acomodações importantes”, positivas e negativas.

“O Brasil crescendo é estruturalmente importante para a indústria financeira. Falamos muito de preço, mas não falamos de volume. A interiorização, irmos para a base da pirâmide, é importante”, afirmou o executivo, referindo-se à estratégia do Santander de abrir agências em cidades do interior do Brasil.

Sobre a necessidade de aumento da eficiência para enfrentar novos competidores, ele declarou que o Santander foca na modernização e na otimização de processos.

“Não temos nenhum programa específico, nosso desafio não é número de agências, é a eficiência estrutural. Temos que ter um salto de automação, da própria gestão, de governança de dados”, disse.

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