O preço das commodities dispararam neste ano, mas alguns desses ativos estão perdendo os ganhos que tiveram ao longo do ano.

Os contratos futuros de soja, por exemplo,  já perderam todo o avanço que tiveram em 2021, caindo mais de 20% depois de bater um recorde em maio. O milho e o trigo também estão caindo.

O índice da Bloomberg para grãos registrou a maior queda nesta quinta-feira (17) desde 2009. Nesta sexta (18), o mercado está conseguindo recuperar algumas perdas. Outras commodities que sofreram ao longo da semana foram a platina e o níquel, o açúcar e a madeira tiveram alguma oscilação.

Enquanto isso, o petróleo cru e o estanho estão conseguindo manter seus lucros com a reabertura da economia, principalmente por serem considerados itens essenciais. Em contrapartida, a falta de oferta de soja e a política monetária incerta no caso do ouro e da prata estão fazendo os preços destas commodities caírem.

Índice de grãos em queda

A sinalização de aumento da taxa de juros nos Estados Unidos a valorização do dólar e os esforços da China para diminuir a inflação tiveram impactos sobre algumas commodities.

“A eliminação do risco é a prioridade devido às palavras agressivas do Fed, que vieram depois de diretrizes do governo chinês. Os estímulos do Banco Central ajudaram o mercado ganhar força na primavera de 2020 e agora há uma redefinição do cenário”, afirma Michal Cuoco, head de fundos de hedge para metais e materiais a granel da StoneX.

Os contratos futuros de soja subiram 2% em Chicago nesta sexta, caminhando para uma perda de 11% na semana, a pior performance em sete anos. O milho e o trigo também conseguiram recuperar parte das perdas de ontem.

O cobre caiu 0,8% no London Metal Exchange e deve ser sua maior perda semanal desde março do ano passado. O níquel cresceu 0,9%, enquanto o minério de ferro caiu 1,2% em Singapura.

Os metais preciosos conseguiram se recuperar depois de grandes perdas: o ouro subiu 1,1%, enquanto o paládio rosa teve valorização de 3% depois da queda de 11% na quinta.

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