As franquias sempre foram conhecidas por oferecerem a quem deseja empreender a oportunidade de ter seu próprio negócio em um modelo já testado por outras pessoas. Mas agora elas estão de olho nos investidores de bitcoins.

Em um primeiro momento, não parece fazer muito sentido esse novo público. Mas Bruno Gorodicht, diretor comercial de três redes de franquias, disse que investidores de criptmoedas são público-alvo em potencial do setor.

“Tem quem investe em bolsa, em fundos, em criptomoedas. E tem quem abre novos negócios. Identificamos que essas pessoas que investem em bitcoin podem aproveitar para diversificar sua carteira e usar um pouco desse dinheiro para abrir uma franquia”, afirmou Gorodicht, diretor das redes Espetto Carioca, Bendito e Boteco Mané.

Qual o atrativo das franquias para quem investe em bitcoin? Para Gorodicht, o retorno financeiro de uma franquia é muito bom para quem pensa em investir. “As franquias dão um retorno de 4,5% a 6% por mês a partir do terceiro mês. Se você olha para o mercado de investimento e vê que vai ficar estagnado, investir em franquias é uma oportunidade de diversificação atraente.”

Essas redes não estão sozinhas na busca de investidores de bitcoins. Pelo menos mais quatro marcas estão aceitando pagamento da taxa de franquia em criptmoeda: Mr Fit, Açougue Vegano, Sofá Novo de Novo e PremiaPão.

Por enquanto, só a Mr Fit já fechou negócio. Nas outras redes, as negociações com os investidores ainda estão começando a acontecer. E não é tudo que é pago em bitcoin, apenas a taxa de franquia.

Camila Miglhorini, fundadora e diretora da Mr Fit, disse que a rede ainda não pensava em aceitar bitcoin como pagamento, mas que foi procurada por interessados. “Nos procuraram com essa proposta e achei que poderia ser interessante. O pagamento entra como se fosse em dólar, na cotação daquele dia.”

E o que as redes fazem com o bitcoin? Na Mr Fit, os bitcoins ficaram depositados numa corretora em nome da rede. “Tive que ir atrás disso para saber como funcionava. Eu já tinha conta em corretora, mas não em nome da rede. Abrimos só por causa disso.”

É um bom investimento para a rede? Camila disse que sempre teve ‘curiosidade’ por bitcoins. “A gente escuta falar muito e se arrepende de não ter entrado lá no início.”

No Espetto Carioca, Bendito e Boteco Mané ainda não foram feitos negócios com o bitcoin em pagamento. Quando isso acontecer, as redes vão decidir o que fazer com o criptoativo. “Primeiro precisamos captar esse recurso para depois decidir o que fazer. Se vamos trazer para dentro da empresa ou se vai ficar como investimento, vai ser decidido depois”, fala Gorodicht.

Bruno Gorodicht, diretor comercial do Espetto Carioca e mais duas redes
Crédito: Rafael Jorge/Divulgação

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