O varejo poderá trabalhar com duas novas modalidades de Pix a partir do dia 29 de novembro: o saque e o troco. Para o Carrefour, o Pix Saque vai gerar economia para o lojista, que hoje tem gastos para fazer a contagem de cédulas, armazenamento e transporte de valores, além de toda a questão de segurança envolvida nesse processo.

“O Pix Saque tira o excesso de recurso que temos de recolher depois das lojas e reduz custos com coleta de numerário, contagem de cédulas, transporte e segurança. Esse dinheiro volta para o sistema por meio do cliente”, diz Luís Bressan, diretor financeiro do Carrefour.

Além de reduzir gastos, o varejo que oferecer essa modalidade ainda sairá ganhando. Os bancos vão pagar uma tarifa que vai variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação.

Bressan diz que o Carrefour deve se preparar para oferecer as duas modalidades de Pix assim que for permitido. Mas ainda precisa definir os limites de saque e troco. “Temos algumas coisas para olhar ainda. Tem que ser bom para o cliente, mas não pode ser ruim a ponto de gerar algum tipo de insatisfação ou atraso no processo.”

Mas o que poderia atrapalhar ou desagradar nesse processo? Bressan cita algumas situações que podem ser motivo de estresse: falta de dinheiro no caixa, demora no processamento, atrasando o andamento da fila. O que era para ser uma facilidade, segundo ele, pode ser um problema se não for bem planejado.

“Temos que modelar nossa capacidade de pagamento para que o cliente não tenha uma experiência ruim de não ter dinheiro no momento que deseja sacar ou perdermos a liquidez para o cliente seguinte. A experiência tem que ser positiva”, afirma ele.

O Pix Troco permitirá que os clientes paguem uma conta de R$ 150 com um débito de R$ 200 na conta e recebam os R$ 50 de troco em dinheiro. “O Pix Troco também é muito interessante, porque há uma falta de moedas hoje no sistema. Isso vai ser bom também.”

O pagamento com Pix demora mais que outros meios de pagamento? Bressan diz que não, mas que pode haver algum tipo de demora porque o cliente não chega preparado ao caixa. “A pessoa já está acostumada a chegar ao caixa com o cartão ou dinheiro na mão. Com o Pix, algumas esperam fechar a conta para tirar o celular da bolsa, abrir o app e pagar.”

Carteiras digitais

O Carrefour está ampliando cada vez mais a aceitação de pagamentos com carteiras digitais. Hoje, o grupo já aceita pagamentos feitos por clientes das carteiras Ame, Ewally, PicPay e, logicamente, do Banco Carrefour.

Segundo Bressan, a participação das carteiras digitais nos pagamentos dobra de tamanho anualmente. “Temos visto uma substituição do dinheiro físico por transações digitais.”

Pesquisa realizada pela Serasa, em parceria com a Opinion Box, mostra que as carteiras digitais se tornaram um dos meios de pagamentos mais conhecidos entre as pessoas (80%), ficando atrás apenas de cartão de crédito (85%), boleto bancário (84%) e cartão de débito (83%).

Entre os que que disseram conhecer a carteira digital, 63% dos entrevistados já utilizaram, pelo menos uma vez, este modelo de pagamento.

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